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Começar ...
Até alguns anos atrás, iniciar no ramo da joalheria só
tinha um caminho: como auxiliar de ourives. Os ensinamentos partiam
do próprio joalheiro que poderia ser um parente, um amigo ou na
maioria das vezes o próprio pai.
O joalheiro, por maior que seja a sua boa vontade, só pode ensinar
no sistema "de pai para filho" que além de demorar muito
tempo, involuntariamente
pode transmitir suas falhas e vícios.
Uma segunda opção, dirigida principalmente a jovens que
querem ingressar no ramo da joalheria via industria, é uma escola
profissional tipo SENAI. Essas escolas são subvencionadas pela
industria, o que lhes possibilita oferecer cursos até gratuitos
e tem por objetivo preparar mão de obra para a industria.
É bom esclarecer que esses cursos são dirigidos a jovens
em nível de primeiro e segundo graus e visam conhecimento técnico
e velocidade de produção que vai satisfazer a industria. No caso da joalheria, não conhecemos
nenhuma unidade em funcionamento, talvez por falta de interesse, mas é
possível que sejam abertas quando houver demanda significativa
da indústria.
As escolas em nível superior, presentes em alguns países
europeus, preparam designers em nível universitário. São
escolas equivalentes às faculdades de Belas Artes, mas especializadas
em joalheria. Por enquanto não temos essas escolas no Brasil mas
é possível que em breve tenhamos algumas novidades.
A Escola de Joalheria BellArte vem preencher um espaço que
não existia antes e constitui uma ótima alternativa para
entrar no mundo da joalheria. A novidade é que pelas suas características
abre as portas da joalheria para todos os interessados, podendo se preparar
para atuar em qualquer nível e com todas as possibilidades dos
profissionais já existentes.
Possibilidades
Com o curso de joalheria básica ou ourivesaria é possível
fazer jóias iguais ás de vitrines ou de revistas, fazer consertos ou criar
seus próprios modelos. É quando tudo começa e onde são dadas as
informações e técnicas básicas que são obrigatórias para a produção de uma
jóia. O que temos a observar é que, trabalhar diretamente no metal, pode satisfazer o hobbysta ou quem pretende
produzir algumas peças ou ainda um comerciante de jóias
que pretenda tornar mais satisfatório o atendimento aos clientes
mas é insuficiente para gerar um empreendimento comercial economicamente
viável.
A Fundição por Cera Perdida, apesar de ser um curso rápido,
viabiliza a ourivesaria no campo comercial. A capacidade de fazer cópias
a baixo preço cria condições de competitividade e
permite fazer planos mais ousados. Por outro lado a Fundição
por cera perdida viabiliza a escultura em cera que é outro meio de
se fazer o primeiro modelo.
A nossa sugestão é associar Ourivesaria, Fundição
por Cera Perdida e Escultura em cera. Desse modo abrirmos
as possibilidades de trilhar todos os caminhos e controlar as atividades
para que o útil possa sempre ser associado ao agradável.
Concluindo :
A ourivesaria juntamente com a escultura em cera permitem
criar modelos novos a partir de idéias novas ou jóias antigas.
A fundição por cera perdida faz cópias em cera ou
em metal a baixo custo e a ourivesaria garante o acabamento profissional. A
maior parte das jóias produzidas no mundo todo passaram pelas etapas
apresentadas.
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